terça-feira, 15 de junho de 2010

3 Agosto 1999


Cheguei ontem.
Depois de uma noite em branco, completamnete exausta, ainda consegui registar algumas impressões.
Ontem, quando cheguei , fiquei logo perfeitamnete deslumbrada.
O aeroporto parece um simples hangar, o caos é uma palavra pouco exacta para descrever
a atmosfera.
Largas dezenas de pessoas, tudo ao molho, a bagagem rola em passadeiras e as pessoas amontoam-se aos encontrões e numa berraria considerável, para agarrarem desesperadamente os seus haveres.
Logo de seguida, uma outra concentração de gente numa sala com meia dúzia de secretárias antigas, de madeira, presididas por guardas alfandegários que vasculham as malas. A minha não vasculharam. Nem a mala nem a mochila: perguntou-me o que é que eu tinha lá dentro e como eu lhe tivesse respondido que não sabia, que tinha feito as malas à pressa, ele mandou-me passar e ditou que não precisava de abrir.
Sorriu dengoso e mandou passar. Em África não se morre de stress.

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