A cozinha da avó Inês em Manica
Inês lavando a cabeça de canecoAqui está a prova
Último dia em Manica. É natural que outras terras me marquem pela positiva, mas de certeza que não da mesma forma. Porque aqui vivi como uma semi-turista, fui uma estranha sem dúvida, mas privei com africanos, numa casa de africanos, num aglomerado de casas de tecto coberto de palha, redondas, feitas de uma argamassa ocre, e pintadas com barra castanha, algumas com desenhos geométricos com significado que desconheço e que ninguém me soube explicar.
Pude ter o privilégio de acordar ao som do canto dos galos, de sair à rua estremunhada e assistir à varrição do largo fronteiriço às casas, com as vassouras artesanais feitos de tanganhos, de assistir ao quotidiano do despertar na vila, das idas ao rio para buscar água, pude tomar banho de caneco e andar á vontade no bazar, perdida entre mercadoria, vendedores de tudo, regateando preços e alfaiates ajeitando trapos na lassidão africana.
Manica 10 de Agosto de 1999
Pude ter o privilégio de acordar ao som do canto dos galos, de sair à rua estremunhada e assistir à varrição do largo fronteiriço às casas, com as vassouras artesanais feitos de tanganhos, de assistir ao quotidiano do despertar na vila, das idas ao rio para buscar água, pude tomar banho de caneco e andar á vontade no bazar, perdida entre mercadoria, vendedores de tudo, regateando preços e alfaiates ajeitando trapos na lassidão africana.
Manica 10 de Agosto de 1999












